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Das mudanças de trajeto

5 mar

Uma das coisas mais legais de viajar de carro é a liberdade que se tem pra mudar tudo o que você planejou no meio do caminho. Se o lugar que você parou é muito legal, é possível estender uns dias; se é uma bosta, dá pra arrumar as suas coisas e se mandar dali rapidinho.

Quando decidimos fazer essa viagem, a única coisa que eu tinha certeza é que poderia sair de São Paulo no dia 22 de dezembro e que deveria voltar a trabalhar no dia 9 de janeiro. Fora isso, pensei naquele trajeto dias antes de eu ligar o motor do Celta e partirmos.

Para não dizer que nos deixamos surpreender 100% pelos caminhos, eu e meu irmão compramos, ainda aqui em São Paulo, as passagens de Buque Bus de Colônia do Sacramento, no Uruguay, para Buenos Aires, no dia 27/12 de madrugada. Sendo assim, eu precisaria chegar em Colônia no dia 26 para apresentar a cidadezinha aos meus pais. Fiz reservas para nós cinco em um albergue chamado El Español, que depois será devidamente resenhado em um post só sobre serviços.

Também fiz, ainda de São Paulo, reservas em outro albergue em Porto Alegre para o dia 23/12. E alugamos um apartamento em Buenos Aires do dia 27/12 ao dia 2/01. Fora isso, só caminhamos contra o vento, sem lenço em com alguns documentos importantes que não puderam faltar.

O trajeto ficou mais ou menos assim:

22/12: São Paulo – Curitiba
23/12: Curitiba – Gramado – Porto Alegre
24/12: Porto Alegre – Pelotas – Chuí – Rocha (URU) – Punta Del Leste (URU) – Montevidéo (URU)
25/12: Montevidéo (URU)
26/12: Montevidéo (URU) – Colonia Del Sacramento (URU)
27/12: Colônia (URU) – Buenos Aires (ARG)
27/12 a 02/01: Buenos Aires (ARG)
02/01: Buenos Aires (ARG) – Paso de Los Libres (ARG) – Uruguaiana (BR)
03/01: Uruguaiana – Passo Fundo – Blumenau
04/01: Blumenau – São Paulo

E aos poucos vou contando as histórias pra vocês aqui.

Das paisagens

24 dez

Viajar de carro é mais demorado. Pode ser que você não chegue, pode ser que fique parado em um trânsito infernal na Serra do Cafezal, por exemplo, porque estão duplicando a rodovia. Pode ser que tenha ocorrido um acidente, pode ser que o pneu fure, pode ser que dê uma pane elétrica no seu carro e você tenha que esperar o guincho por horas na beira de uma estrada quente. Pode ser que chova pra dedéu e que você tenha que parar no acostamento para esperar o toró passar. Pode ser que alague, que desça o morro em uma parte da estrada, que faça um calor infernal e você derreta dentro do carro.

Pode ser que não aconteça nada disso.

E pode ser, é muito provável, que você seja presenteado com isso:


NOTA: Luquinhas nunca tinha visto um arco-íris.

Do mapa do trajeto

19 dez

É mais ou menos isso o que vamos fazer de carro:

Se o Google Maps estiver certo, são 5.400 km de ida e volta, só de estrada. Mas o trajeto não é nada tão fixo: a gente pode desistir de algumas cidades no caminho ou incluir outras, dependendo do orçamento.

Pensando bem, se depender do orçamento, eu não chego nem em Valinhos.